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	<title>IGREJA URBANA - Chamados para fora! &#187; Artigos</title>
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	<description>Reino de Deus na prática!</description>
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		<title>10 coisas que odeio em você &#8220;igreja&#8221;!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 09:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estive navegando na net e encontrei este texto, ele diz muito, mas não tudo e claro que poderia acrescentar mais uns ítens na lista dele. Achei muito oportuno, caso queira ler o original clique aqui, boa leitura e por favor deixe o seu comentário.
Li essa semana uma slogan bastante interessante que revela o quanto a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" style="border: 1px solid black;" src="http://www.dankimball.com/vintage_faith/images/2008/01/16/do_you_like_jesus_cover.jpg" alt="" width="250" height="356" /></p>
<p style="text-align: left;">Estive navegando na net e encontrei este texto, ele diz muito, mas não tudo e claro que poderia acrescentar mais uns ítens na lista dele. Achei muito oportuno, caso queira ler o original clique <a href="http://www.novo-tempo.com/capa/ver.php?t=31&amp;id=388">aqui</a>, boa leitura e por favor deixe o seu comentário.</p>
<p>Li essa semana uma slogan bastante interessante que revela o quanto a igreja esta em baixa nos últimos tempos: ODEIO A IGREJA, NÃO JESUS!</p>
<p>A lista abaixo relacionada é direcionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.<br />
Compartilho aqui o sentimento de inconformação de Davi quando disse a Deus: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? e não abomino os que se levantam contra Ti? Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de fato.<br />
O que eu odeia em ti, igreja dos nosso tempos?<br />
1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de tu te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar pra bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em si, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.<br />
2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.<br />
3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além de tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.<br />
4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se coubesse a ti essa prerrogativa divina de seleção. Deveria tu saber que essa é uma ação exclusiva de Deus.<br />
5. A TUA DISCIPLINA CORRETIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.<br />
6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazo de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsória às regras de teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.<br />
7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas de suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar seus semelhantes, para mantê-los circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inativas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeiam.<br />
8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a se sentirem absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo se tornam amargas e refratárias para o Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas a ti.<br />
9. A FORMA IMORAL COM QUE TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra em teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que são subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!<br />
10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saiba que existem milhões de pessoas que nunca adentraram em teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que teus pobres membros pretensiosos.<br />
Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te&#8230;<br />
A seguir, 10 coisas que amo em você, Igreja.</p>
<p>Manoel dc</p>
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		<title>Bipolaridade Espiritual</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/bipolaridade-espiritual/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 22:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os que me acompanham neste site ou nos meu blog A coisaprincipal sabe que gosto de postar textos de alguns conhecidos meus, mas também já houve ocasiões que postei textos de pessoas que não conheço. Gosto da forma como Deus se revela às pessoas, cada uma no seu país de origem, outros fora do país; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color: #999999;"><img class="alignright" src="http://bipolar.devdd.com/wp-content/uploads/2009/10/bipolar1.jpg" alt="" width="227" height="274" />Os que me acompanham neste site ou nos meu blog </span></em><a title="A coisa Principal" href="acoisaprincipal.blogspot.com" target="_blank"><em><span style="color: #999999;">A coisaprincipal</span></em></a><em><span style="color: #999999;"> sabe que gosto de postar textos de alguns conhecidos meus, mas também já houve ocasiões que postei textos de pessoas que não conheço. Gosto da forma como Deus se revela às pessoas, cada uma no seu país de origem, outros fora do país; pessoas que não tem nenhum vinculo de amizade nem ao menos se conheceram.</span></em></p>
<p><em><span style="color: #999999;"> Nisto vejo Deus se movendo, nisto vejo Deus revelando, nisto vejo Deus confirmando o que ele me revela. Outra coisa que me deixa  perplexo são os diferentes backgrounds das pessoas, cada um servindo a Deus numa ramificação cristã diferente da outra, isto porque o reino de Deus é dinâmico e não está restrito a esta ou aquela denominação como alguns pensam.<br />
Fiquem na paz e boa leitura e não esqueçam de deixar um comentário.<br />
Carlos Rizzon<br />
Para ver o original clique no nome do autor abaixo.</span></em></p>
<p>Por <a href="http://pensarigor.blogspot.com/2010/04/bipolaridade-espiritual.html" target="_blank">Igor Miguel<br />
</a><br />
<a href="http://bipolar.devdd.com/wp-content/uploads/2009/10/bipolar1.jpg"></a>Amo analisar como cristãos compreendem o mundo a seu redor. Claramente se pode diagnosticar a visão de mundo de um cristão ou de qualquer pessoa por máximas que saem de seus lábios. Há alguns dias ouvi de uma pessoa evangélica: <em>&#8220;A oração é para o mundo espiritual e o dinheiro é para o mundo material&#8221;</em>. Minha consciência se afligiu imediatamente, senti uma dor no estômago e não consegui parar de pensar nesta afirmação. Estava diante de um homem que sofria de bipolaridade espiritual.<br />
Qual é o problema desta frase? Fiquei pensando no tipo de cristianismo que este sujeito anda recebendo. Fiquei pensando nos pastores que o ensinam e o doutrinam. Fiquei pensando nas músicas que ele ouve, ou nos livros que lê, se lê. Ou ainda o pior, como ele lê a Bíblia? Enfim, em que Cristo este cristão crê.</p>
<p>Não questiono sua salvação. Mas, fico pensando quão perversa é a forma como alguns ditos seguidores de Jesus vivem e pensam.</p>
<p>Todo problema reside na visão de vida. Há pessoas que entregaram a vida nas mãos do dinheiro, empurraram a vida do Governo de Deus para uma outra coisa. Restringiram o governo de Deus a uma realidade virtual, criaram uma esfera metafísica, translúcida e imaginária, onde Deus atua, e excluíram Deus da própria santidade da vida.</p>
<p>Como se não houvesse espiritualidade na própria vida, a vida como um todo; como se comer, vestir, trabalhar, comercializar, amar, estudar, fossem dimensões autônomas, seres animados, demiurgos, energias cósmicas ou espíritos elementares. Deram tanta autonomia às coisas criadas que a oração não alcança o dinheiro, a deusa fortuna, torna-se senhora, ídolo. Deus não tem competência para lidar com a vida. Não tem competência para lidar com realidade da dimensão humana, ao contrário, está restrito à liturgia eclesiástica, aos coros, ao universo gospel, aos púlpitos. Por isso, para eles, fora da Igreja quem governa é o cão, é Mamom, são os encostos, a corrupção política e a imoralidade.</p>
<p>Ora, este não é o Cristo que creio, não é o Senhor a quem foi dado todo poder nos céus e na terra. Se é Senhor, governa, tem a chave da morte e do inferno, pois é Senhor da Vida. Senhor de toda vida. Não há nada que não esteja sob sua jurisdição, sob égide de seu poder. Tudo se dobra diante dEle, potestades, principados, tudo se curva.</p>
<p>O problema é que a vida foi achatada, segregada, colocada em um gueto, como se espiritualidade fosse uma coisa manca, sem criatividade, sem vitalidade. Um fóssil enterrado à sete palmos de dogmas, cânticos e orações cheirando a mofo. Ora bolas! Que fé é esta? Quem pregou este evangelho? Com certeza não é esta a boa-nova que saiu dos lábios do Messias judeu, não foram estas as palavras que saíram de Sião e espalharam-se por toda terra.</p>
<p>Jesus criou uma escola da vida, do carisma, da criatividade, de homens que coloriram o mundo com a vitalidade, que proclamavam liberdade na terra, como no Ano do Jubileu, onde prisões eram abertas e cartas de alforria eram distribuídas.</p>
<p>Até quando veremos cristãos restringindo todo potencial criativo de Deus ao gueto de uma espiritualidade quase esotérica, mística e hermética. Até quando se pode tolerar um mundo animado por Gaia, regido por avatares, energias cósmicas?</p>
<p>Ora, o mesmo Deus que criou, criou com palavras, com decretos, para por meio de sua ordem sustentasse toda existência em torno do que Ele é. Toda existência deve reverenciá-lo e reconhecê-lo como Senhor de toda Vida.</p>
<p><em>&#8220;Fez a lua para marcar o tempo; o sol conhece a hora do seu ocaso. Dispões as trevas, e vem a noite, na qual vagueiam os animais da selva. Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento; em vindo o sol, eles se recolhem e se acomodam nos seus covis.Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até à tarde. Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas.&#8221; (Salmo 104:19-24).</em></p>
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		<title>O Propósito Eterno de Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 20:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Missional]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é um tema básico, fundamental que devemos receber totalmente em nossos corações&#8230; Se quisermos de verdade cooperar com Deus, devemos conhecer bem seus desejos, seu propósito, seu coração.
Tudo o que fizermos, só terá valor, na medida em que cooperar com o propósito de Deus.
Um erro muito comum
Por anos, muitos cristãos tem vivido sem conhecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um tema básico, fundamental que devemos receber totalmente em nossos corações&#8230; Se quisermos de verdade cooperar com Deus, devemos conhecer bem seus desejos, seu propósito, seu coração.<br />
Tudo o que fizermos, só terá valor, na medida em que cooperar com o propósito de Deus.</p>
<p>Um erro muito comum</p>
<p>Por anos, muitos cristãos tem vivido sem conhecer qual é o propósito (objetivo) de Deus para com suas vidas. Muitos tem crido, equivocadamente, que nossa meta como cristãos é somente chegar aos céus. Baseiam-se para isso em textos como os de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e ainda João 3:16. Vendo a Bíblia com um enfoque humanista, (isto é, o homem no centro), concluem que o propósito de Deus é a salvação dos homens. Tudo gira em torno do homem e de suas necessidades.</p>
<p>Esta visão equivocada ocorreu porque sempre víamos o propósito de Deus começando com a queda do homem. Sendo assim, como o homem está perdido, a salvação do homem se tornou o centro do propósito eterno de Deus. Aqui estava o erro e aqui devia ser feita a correção. É claro que Deus quer salvar a todos os homens. Isto vemos claramente nos textos de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e João 3:16. Mas nós não devemos confundir aquilo que Deus deseja com o que é o seu propósito. O propósito de Deus não surgiu com a queda do homem, é algo que já estava em seu coração desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4,11).</p>
<p>Então podemos argumentar da seguinte forma: se antes da fundação do mundo Deus tinha o propósito de salvar o homem, e fez o homem para cumprir este propósito, então Deus é cúmplice do pecado. Deus necessitava que o homem pecasse para poder cumprir o seu propósito. Quando Deus disse: &#8220;Não coma deste fruto&#8221;, na verdade, Ele queria que o homem comesse e pecasse, e ficasse perdido e em trevas, para, então, poder cumprir com seu propósito de salvar os homens.</p>
<p>Tudo isso é uma grande contradição. É claro que Deus quer salvar os homens, mas isto foi necessário por causa da queda. Entretanto, necessitamos conhecer a primeira intenção de Deus, o propósito que Ele tinha em seu coração quando fez o homem, pois seu propósito é imutável. DEUS NÃO MUDOU DE PROPÓSITO POR CAUSA DA QUEDA.</p>
<p>Qual a Intensão de Deus ao Criar o Homem?</p>
<p>&#8220;Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança&#8221; (Gênesis 1:26).</p>
<p>a) A intenção de Deus ao criar o homem era de ter uma grande família de muitos filhos à sua própria imagem, e encher a terra com uma família que expressasse a sua glória e autoridade (Gênesis 1:27-28).</p>
<p>b) Como Adão tinha sido criado à imagem de Deus, e cada ser se reproduzia segundo a sua própria espécie, quando Adão e Eva se multiplicassem, reproduziriam filhos a imagem de Deus.</p>
<p>Como o Pecado Interferiu ?</p>
<p>Todos nós conhecemos a triste história. O pecado de Adão foi uma intromissão violenta e diabólica no propósito de Deus. Por meio dele o homem se tornou culpado, alvo da ira de Deus, merecedor de castigo eterno, expulso da presença de Deus e sem comunhão com Ele. &#8220;O salário do pecado é a morte&#8221;.</p>
<p>Mas houve uma conseqüência ainda maior. O problema não foi apenas que o homem se tornou culpado diante de Deus, mas também a sua própria natureza se &#8220;estragou&#8221;, se corrompeu. O homem perdeu a imagem de Deus, tornou-se numa outra criatura. Não era mais o mesmo homem, era um homem morto para Deus; inútil para cumprir seu propósito.</p>
<p>Já sabemos que cada ser se reproduz segundo a sua própria espécie. Portanto, quando Adão se corrompeu, toda a sua descendência ficou arruinada. (Gênesis 5:3; Romanos 5:12).</p>
<p>Deus desistiu do Seu propósito?</p>
<p>Embora o homem pecasse, Deus não mudou o seu propósito inicial. Deus não tem diversos planos, nem muitos propósitos; não criou um novo alvo, nem abriu mão do que queria desde o princípio.</p>
<p>Deus necessita agora criar uma nova raça, porque todos os descendentes do primeiro homem ficaram inúteis para o seu propósito. Como fez isso?</p>
<p>&#8220;O primeiro homem, Adão, foi feito ser vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual e, sim, o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais.&#8221; (I Coríntios 15:45-48).</p>
<p>Pelo nascimento natural (de carne e sangue), pertencemos a raça de Adão, estragada e inútil. Mas pelo novo nascimento nos tornamos participantes da raça celestial.</p>
<p>Adão perdeu a imagem de Deus porque foi rebelde (Gênesis 3:1-7). Jesus, que é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15), sempre fez a vontade do Pai (João 4:34), e em tudo lhe agradou (João 8:29), foi obediente até a morte (Filipenses 2:8).</p>
<p>Todo o homem que crê naquele que o Pai enviou (João 6:29), nega-se a si mesmo e toma a sua cruz (Mateus 16:24), perde a sua vida (Mateus 16:25), recebe o senhorio de Jesus Cristo (Romanos 10:9) e se batiza em Jesus Cristo (Marcos 16:16), este se torna uma nova criatura (II Coríntios 5:17), recebe a natureza de Deus (II Pedro 1:4) e recebe a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:10).</p>
<p>Toda a glória do plano de Deus havia se perdido no pecado. Mas Deus Pai não desistiu. Qual a sua esperança? &#8220;Cristo em vós, a esperança da glória&#8221; (Colossenses 1:27).</p>
<p>A Salvação é um Meio e não um Fim</p>
<p>A obra redentora de Cristo Jesus é algo tão tremendo, tão maravilhoso, que corremos o risco de vê-la como se fosse o todo. Esta salvação é tão grandiosa que temos a tendência de confundi-la com o próprio propósito de Deus. Mas não é assim.</p>
<p>Jesus Cristo, o admirável Filho de Deus, com sua obra redentora, deu uma nova vida ao homem, restaurando-lhe a comunhão com o Pai. E também deu a Deus os recursos de infinita graça, para que ele continue com o seu plano eterno. A redenção efetuada por Jesus Cristo e encarnada pela igreja, é O MEIO para Deus restaurar todas as coisas, e assim concluir seu propósito.</p>
<p>A redenção nunca poderia ser UM FIM em si mesma, mas apenas UM MEIO de graça para consertar um grande erro. Para Paulo, a redenção nunca foi o propósito de Deus. Ele entendia que o propósito de Deus era a família eterna (Efésios 1:4-5; Romanos 8:28-29). Uma família perfeita em Cristo (Filipenses 3:12-14). Sua obra para o Senhor NÃO CONSISTIA EM BUSCAR APENAS A REDENÇÃO DO HOMEM, MAS EM APRESENTAR ESTE HOMEM A DEUS, RESTAURADO À IMAGEM DE JESUS CRISTO (Colossenses 1:28).</p>
<p>Como se Define o Propósito Eterno de Deus Hoje ?</p>
<p>&#8220;Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados SEGUNDO O SEU PROPÓSITO. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem CONFORMES A IMAGEM DE SEU FILHO, a fim de que Ele seja o primogênito entre MUITOS IRMÃOS&#8221;</p>
<p>(Rm8:28-29).</p>
<p>Este texto nos mostra com clareza que Deus quer UMA FAMÍLIA DE MUITOS FILHOS SEMELHANTES A JESUS. Vejamos por etapas:</p>
<p>UMA FAMÍLIA. Isto nos fala da UNIDADE. Este é um requisito indispensável para o cumprimento do propósito de Deus. Embora isto não esteja enfatizado no texto acima (nem seria necessário), porque filhos a imagem de Jesus não podem ser brigões e facciosos, está claro em outras passagens como: João 17:20-22; I Coríntios 1:10-12; 3:1-4; 10:16-17; Efésios 2:14-16; 3:15; 4:1-6, 12-16; Filipenses 1:27; 2:1-4.</p>
<p>DE MUITOS FILHOS: Isto nos fala de MULTIPLICAÇÃO.Discípulos fazem discípulos, etc. (Mateus 28:18-20).</p>
<p>SEMELHANTES A JESUS. Isto nos fala da EDIFICAÇÃO. Não é suficiente que sejam muitos; é necessário que tenham qualidade de vida (Efésios 1:4-5; II Coríntios 3:18; Efésios 4:13). Portanto, entendemos que o propósito de Deus envolve a MULTIPLICAÇÃO de vidas que vão ser edificadas em UNIDADE, para crescerem até a ESTATURA DE JESUS CRISTO.</p>
<p>&#8220;.. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo&#8221;</p>
<p>(Efésios 4:13).</p>
<p>Qual a nossa Posição dentro desse Propósito ?Aquilo que é um propósito no coração de Deus, para nós se constitui num CHAMADO, numa VOCAÇÃO (II Timóteo 1:8-9; Romanos 8:28-29).</p>
<p>Devemos ter os olhos iluminados para compreender nosso chamamento, a fim de que o propósito eterno, seja para nós, muito mais do que um estudo de apostila (Efésios 1:18).</p>
<p>De uma maneira simples definimos a nossa VOCAÇÃO como um CHAMADO para sermos participantes do propósito de Deus e COOPERADORES no seu cumprimento.Aquele que recebe o propósito de Deus em seu coração, compreende o seu chamamento e torna-se prisioneiro desta vocação (Filipenses 3:12-14).</p>
<p>Devemos andar de modo digno desta vocação (Efésios 4:1-3) e esforçar-nos para confirmá-la (II Pedro 1:10).</p>
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		<title>Cristianismo Equilibrado</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/cristianismo-equilibrado/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 15:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a ler este livreto de John Stott e achei muito pertinente para nós Cristãos atuais, pretendo postar mais desta série Cristianismo Equilibrado, boa leitura e deixe seu comentário.
Pr. Carlos Rizzon
John Stott
Unidade, Liberdade e Caridade
Minha preocupação é chamar a atenção para uma das grandes
tragédias da cristandade contemporânea, que é especialmente visível no
meio de todos nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a ler este livreto de John Stott e achei muito pertinente para nós Cristãos atuais, pretendo postar mais desta série Cristianismo Equilibrado, boa leitura e deixe seu comentário.</p>
<p>Pr. Carlos Rizzon</p>
<div id="_mcePaste">John Stott</div>
<div>Unidade, Liberdade e Caridade</div>
<div>Minha preocupação é chamar a atenção para uma das grandes</div>
<div id="_mcePaste">tragédias da cristandade contemporânea, que é especialmente visível no</div>
<div id="_mcePaste">meio de todos nós que somos chamados (e, na verdade, é como nós nos</div>
<div id="_mcePaste">chamamos) cristãos evangélicos. Numa única palavra: essa tragédia</div>
<div id="_mcePaste">chama-se polarização. Serei mais específico sobre o que quero dizer.</div>
<div id="_mcePaste">O pano de fundo para a tragédia é a nossa substancial</div>
<div id="_mcePaste">concordância no histórico cristianismo bíblico.</p>
<p>Nossa união nos fundamentos da fé cristã é coisa grande e gloriosa.<br />
Cremos em Deus Pai, infinito e pessoal, santo, criador e sustentador do Universo.</p>
</div>
<div>Cremos em Jesus Cristo, o único Deus-homem; em seu nascimento virginal, em sua</div>
<div id="_mcePaste">vida encarnada, na autoridade do seu ensino, em sua morte expiatória, na</div>
<div id="_mcePaste">sua ressurreição histórica, e em seu retorno pessoal á terra. Cremos no</div>
<div id="_mcePaste">Espírito Santo por cuja inspiração especial as Escrituras foram escritas</div>
<div id="_mcePaste">e por cuja graça pecadores são hoje justificados e nascidos de novo,</div>
<div id="_mcePaste">transformados na imagem de Cristo, incorporados à Igreja e enviados para</div>
<div id="_mcePaste">servir no mundo.</p>
<p>Nestas e em outras grandes doutrinas bíblicas, permanecemos firmes pela<br />
graça de Deus, e permanecemos juntos. Contudo, nós não somos unidos.<br />
Nós nos separamos uns dos outros por assuntos pouco importantes.<br />
Algumas das questões que nos dividem são teológicas; outras temperamentais.</p>
</div>
<div>Teologicamente, por exemplo, podemos discordar na relação exata entre soberania<br />
divina e responsabilidade humana, na &#8220;ordem&#8221;  e ministério pastoral da igreja</div>
<div>(se deve ser episcopal, presbiteriano ou independente) e até onde os crentes<br />
podem envolver-se numa &#8220;mistura&#8221; denominacional sem que se comprometam a<br />
si mesmos e a fé que  professam; nas relações Igreja-Estado; em quem está</div>
<div id="_mcePaste">qualificado para ser  batizado e no volume de água a ser usado; em como</div>
<div id="_mcePaste">interpretar profecia, em  quais dons espirituais estão disponíveis hoje</div>
<div id="_mcePaste">e quais são os mais importantes.</p>
<p>Estas são algumas das questões nas quais crentes igualmente dedicados e<br />
bíblicos discordam entre si. São questões que os reformadores chamam de<br />
&#8220;adiaforia&#8221;, questões &#8221;indiferentes&#8221;. Desta forma, embora pretendemos  continuar<br />
defendendo nossa própria convicção das Escrituras, em  conformidade com a luz que</p>
</div>
<div id="_mcePaste">nos tem sido dada, procuraremos não pressionar dogmaticamente a</div>
<div id="_mcePaste">consciência de outros crentes, mas tratar a cada um com  liberdade, em</div>
<div id="_mcePaste">amor e respeito mútuo.</p>
<p>Não se pode fazer coisa melhor do que mencionar</p>
</div>
<div id="_mcePaste">o famoso epigrama atribuído a um certo Rupert Meldenius e citado  por</div>
<div id="_mcePaste">Richard Baxter. Em coisas essenciais, unidade; nas não-essenciais,</div>
<div id="_mcePaste">liberdade; em todas as coisas, Amor.</div>
<div id="_mcePaste">Estamos, também, separados uns dos outros temporariamente.</div>
<div id="_mcePaste">Esquecemo-nos, às vezes, que Deus ama a diversidade e tem criado uma</div>
<div id="_mcePaste">rica  profusão de tipos humanos, temperamentos e personalidades. Além</div>
<div id="_mcePaste">disso, o  nosso temperamento tem mais influência na nossa teologia do</div>
<div id="_mcePaste">que geralmente imaginamos ou admitimos. Embora a nossa compreensão da</div>
<div id="_mcePaste">verdade bíblica dependa da iluminação do Espírito Santo, ela é</div>
<div id="_mcePaste">inevitavelmente colorida pelo  tipo de pessoa que somos, pela época na</div>
<div id="_mcePaste">qual vivemos e pela cultura a que pertencemos.</p>
<p>Alguns de nós, por disposição e formação, são mais intelectuais que emocionais;<br />
outros, mais emocionais que intelectuais. Repetindo, a disposição mental de</p>
</div>
<div id="_mcePaste">muitos é conservadora (detestam mudanças e sentem-se ameaçados),</div>
<div id="_mcePaste">enquanto outros são, por natureza, rebeldes à tradição (o que eles</div>
<div id="_mcePaste">detestam é monotonia, considerando mudança como algo próprio de sua</div>
<div id="_mcePaste">natureza). Questões como estas surgem de diferenças temperamentais</div>
<div id="_mcePaste">básicas.</p>
<p>Porém, não devemos permitir que o nosso temperamento nos</p>
</div>
<div id="_mcePaste">controle. Pelo contrário, devemos deixar que as Escrituras julguem</div>
<div id="_mcePaste">nossas inclinações naturais de temperamento. Caso contrário, acabaremos</div>
<div id="_mcePaste">por perder o nosso equilíbrio cristão.</div>
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		<title>Igreja Relevante</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/igreja-relevante/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 01:14:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma igreja relevante: empoderadora de vocações para a transformação social
Entendo uma igreja relevante como uma grande empoderadora de vocações para a obra de transformação integral. Se pensamos em reforma social, especialmente em uma sociedade complexa como a nossa, precisamos compreender as diversas esferas da vida social, ou as diferentes “áreas de influência”: economia, direito, política, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma igreja relevante: empoderadora de vocações para a transformação social</strong></p>
<p>Entendo uma igreja relevante como uma grande empoderadora de vocações para a obra de transformação integral. Se pensamos em reforma social, especialmente em uma sociedade complexa como a nossa, precisamos compreender as diversas esferas da vida social, ou as diferentes “áreas de influência”: economia, direito, política, arte, ciência, família, educação, etc. Não há uma só destas áreas de expressão comunitária sobre a qual Cristo não deva governar e o seu Reino não deva ser estabelecido. Cada esfera, como sendo criada e estabelecida por Deus, tem princípios da cosmovisão cristã que podem ser aplicados. Esta é a ação redentora de Deus e da sua Noiva: a aplicação da Verdade em todas as áreas da vida.</p>
<p>Não há uma área que seja “neutra”, ou para a qual a Verdade revelada de Deus não tenha nada a dizer. Compreender isso é fundamental para encontrar a nossa própria vocação e andar nela, e para que possamos ser cooperadores de Deus na obra de redenção de todas as coisas.</p>
<p>À luz disso, concluímos que, se queremos ser relevantes, precisamos de, por exemplo, educadores que reflitam a cosmovisão cristã na área da educação: seus princípios eternos aplicados na formação dos seres humanos. Da mesma forma, políticos, artistas, cientistas, pais e mães, etc., devem pensar o que significa a aplicação da visão cristã de mundo nas suas respectivas áreas de vocação.</p>
<p>A igreja é um celeiro e uma grande depositária de vocações, talentos, recursos e potenciais, e nesse sentido, o papel da liderança deve ser o de orientar os membros para o serviço à sociedade, refletindo o nosso chamado como sal e luz. Há ainda muito a avançarmos nesta consciência e na formação de uma estrutura mínima que nos fortaleça e apoie as lideranças. Nesta difícil tarefa, acredito que será necessária a formação de pastorais específicas, para diferentes esferas de influência. Além disso, diferentes grupos, ministérios, denominações e igrejas precisarão associar-se em redes e alianças, do contrário não conseguirão adquirir uma relevância em seu contexto. Dada a complexidade da realidade social de hoje, os líderes deverão, cada vez mais, recorrer a ministérios-referência em diversas áreas, sendo orientadores da formação dos seus liderados. Líderes seguros, maduros e sinceramente preocupados com e relevância das congregações que lideram e com a sinalização do Reino atuarão como facilitadores para o desenvolvimento de vocações. Ministérios de excelência na área de família, artes, educação, formação política, organização comunitária, meio-ambiente, gênero, etnia, saúde, prevenção à violência, recuperação, apoio emocional e aconselhamento, etc., deverão continuar se estabelecendo como estruturas de sodalício a fim de apoiarem as igrejas locais em sua Missão.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p><strong>A Igreja é o único organismo capaz de ministrar às necessidades integrais do homem.</strong></p>
<p>Essa afirmação é de suma importância e crucial para entendermos a real dimensão da nossa responsabilidade. O chamado ao serviço comunitário, ao exercício intencional da influência sobre as diferentes esferas da vida social está no âmago da mensagem cristã. Como eclesia, ou seja, “uma assembleia de santos voltados para fora”, precisamos recuperar a nossa vocação histórica de agentes de transformação e esperança. Nosso destino é sermos relevantes.</p>
<p>Neste caso, uma relevância interna não é suficiente. Espelhando-nos em Jesus, devemos procurar o testemunho externo ao grupo, grande legitimador da nossa mensagem profética de redenção. Partindo de uma forte vida devocional que emerge dos templos e dos quartos secretos com portas fechadas nas nossas casas, o testemunho social da igreja deve invadir as feiras e praças da cidade, o ambiente de trabalho, a escola, a empresa, a universidade. A fé cristã não cabe entre quatro paredes.</p>
<p>Neste agir transformador, e igreja vai revelando a peculiaridade da sua intervenção, que vai muito além dos modismos, das estatísticas ou do que é politicamente correto. É a manifestação contextualizada da Verdade refletindo quem Deus é: no serviço, na proclamação, na compaixão, na coragem, no amor.</p>
<p>Da mesma forma, nenhum outro movimento pode ter a capilaridade da igreja: estamos em quase todas as comunidades do país! Este potencial de alavancagem para a transformação social não pode ser desperdiçado. É na comunidade que a fé acontece e assume os seus contornos. É na comunidade que se acendem as candeias.</p>
<p>Isso é o que ansiamos: cada igreja, cada cristão como um agente de transformação da sua própria comunidade.</p>
<p><a href="http://ultimato.com.br/blogs/paralelo10/2009/11/igreja-relevante-parte-final/"></a></p>
<p>Extraido da net, veja o original aqui&#8212; &gt; <a href="http://bit.ly/awLVSk">* Por Maurício J. S. Cunha</a></p>
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		<title>Raul Seixas e a Bíblia.</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/raul-seixas-e-a-biblia/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 14:58:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[
É fato conhecido que um dos pioneiros do rock nacional, que fez muito sucesso há cerca de três décadas, foi o controvertido Raul Seixas. Numa mistura de protesto e busca por respostas para a vida, o conhecido “Raulzito” causou a mais diversificada reação em todo o país.
Pouca gente sabe que o falecido roqueiro conheceu o Evangelho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-734" title="raul" src="http://www.igrejaurbana.org/wp-content/uploads/2010/03/raul-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></p>
<p>É fato conhecido que um dos pioneiros do rock nacional, que fez muito sucesso há cerca de três décadas, foi o controvertido Raul Seixas. Numa mistura de protesto e busca por respostas para a vida, o conhecido “Raulzito” causou a mais diversificada reação em todo o país.</p>
<p>Pouca gente sabe que o falecido roqueiro conheceu o Evangelho de Cristo. Chegou até mesmo a ter um filho com sua primeira companheira, que era filha de um missionário norte-americano. Todavia, a perspectiva panteísta e agnóstica de Raul Seixas mostrou  que o famoso cantor não abriu o coração para a mensagem do Evangelho. Sua morte não deixa dúvidas sobre isso!</p>
<p>Por incrível que pareça, se Raul Seixas não se deixou influenciar pelas boas novas de Jesus, parece-me que suas idéias estão cada vez mais presentes na realidade evangélica contemporânea.</p>
<p>Será possível que estamos caminhando para uma “teologia do Raul Seixas”? Será que teremos um evangelho “maluco beleza”? O amigo leitor pode dar sua própria opinião.</p>
<p>Enquanto as Escrituras deixam claro que existe apenas um Deus verdadeiro, que está acima de sua criação (Is 44.6; Rm 1.18-21), a perspective panteísta aparece expressa na música “Gita”, de Raul. Ele afirmava: “Eu sou a luz das estrelas / A mãe, o pai e o</p>
<p>avô / O filho que ainda não veio / O início, o fim e o meio.” Este enfoque tenta tirar de Deus a glória que só Ele tem e merece. De modo geral, o panteísmo que deifica a natureza acaba definindo como categoria suprema o fluxo do movimento. Heráclito sorriria no túmulo. Tais idéias, muito presentes nos filmes norte-americanos mais populares, parecem emergir do conceito de que Deus é uma energia, “um fluir”</p>
<p>(unção?). Em certos redutos evangélicos já se pode perceber que Deus se tornou “um poder manipulável” por “comandos determinadores”. Além disso, o enfoque da teologia do processo, que já nos influencia com todos os seus desdobramentos específicos, também diminui Deus e o coloca sob o domínio do “fluxo do tempo”, sugerindo que Ele é apenas nosso sócio na construção da história.</p>
<p>METAMORFOSE AMBULANTE</p>
<p>A idéia da supremacia do fluxo do tempo desemboca na rejeição de outras categorias fixas. A única categoria é o próprio tempo, o novo senhor absoluto. Com esse  pressuposto, já não podemos ter teologia e ética definidas e claras. Embora a Bíblia seja  um livro de orientações muito cristalinas sobre Deus, a salvação e o propósito da vida (2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.19-21), para muitos evangélicos, a teologia “maluco beleza” é  preferível. Como diria Raul: “Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.” Se uma opinião for antiga, deve ser rejeitada!</p>
<p>Há uma crise doutrinária e teológica em boa parte do meio evangélico. Muitas pessoas adotam hoje idéias liberais, místicas e extremistas sem a devida avaliação. Nesse caso, não importa sua fundamentação teológica, histórica e lógica. Viva a metamorfose!</p>
<p>Tal sensação de indefinição, presente no pensamento do roqueiro tupiniquim, ajudou a formar seu perfil estranho, controvertido e até mesmo bizarro. Não é que um grupo significativo de evangélicos também já tem se aproximado do esdrúxulo?! Há um certo desprezo pela reflexão, pela teologia, e o crescimento de práticas risíveis e simplesmente inacreditáveis. Será que podemos ouvir o eco da música de Raul ao contemplar grande parte do chamado meio evangélico atual? Será que estamos diante do “Contemplando a minha maluquez / Misturada com minha lucidez”? Até onde vai a nossa “maluquez”? Será  que voltaremos à lucidez? Será que muitas reuniões religiosas de hoje estão</p>
<p>nos deixando, “com certeza, maluco beleza”? Espero que essa sensação seja um exagero! Todavia, temo que não seja!</p>
<p>Não faz tanto tempo assim, os cristãos evangélicos entendiam que um culto de adoração a Deus tinha, de fato, Deus como o centro do culto. Muitos cânticos tinham letra elaborada,</p>
<p>teologia saudável e enfatizavam os atributos e os atos de Deus. No entanto, em algumas reuniões dominicais de hoje, temo que o foco esteja sendo mudado. Novas canções falam de um amor quase romântico e indefinido, divertem a massa, exaltam unção, montanhas, Jerusalém, guerra etc. O conceito de dedicar o domingo para uma diversão sem propósito e finalidade bíblica é manifesta na teologia do Raul Seixas. Como ele mesmo dizia:</p>
<p>“Eu devia estar contente pelo Senhor ter me concedido o domingo para ir ao jardim zoológico dar pipocas aos macacos”. Será que já podemos observer “uma fauna evangélica com suas macaquices litúrgicas”? Tomara que não! Espero que tudo que  escrevo não passe de uma análise exagerada! Todavia, temo que não.</p>
<p>Como todo enfoque teológico, o pensamento do “teólogo-músico pósortodoxo” nacional, também possui as suas decorrências de ordem prática. Não há como fugir da realidade. A forma de pensar e ver o mundo influencia e determina a vida prática de qualquer pessoa. A verdade é que se adotarmos uma base panteísta, um pensamento relativista, uma ética indefinida e práticas místicas emocionalistas sem conteúdo, não chegaremos a lugar  nenhum. E não é que o “grande teólogo-roqueiro” já sabia disso! Quem pode lembrar de</p>
<p>sua “perspectiva teleológica” que determinou seu trágico fim? “Este caminho que eu mesmo escolhi / É tão fácil seguir/ Por não ter onde ir.” Se a igreja evangélica brasileira desvalorizar a doutrina bíblica, desprezar a teologia, deixar de lado a ética e  afundar-se no misticismo e nas novidades ideológicas frágeis, logo ela descobrirá que esse é um caminho “tão fácil de seguir”. O grande problema é que no final das contas “não teremos para onde ir”.</p>
<p>Mais do que nunca, precisamos desesperadamente voltar nossa atenção para as Escrituras Sagradas, com o verdadeiro desejo de obedecer a Deus e à sua verdade.</p>
<p>Luiz Sayão</p>
<p>Original encontrado <a href="http://bit.ly/dhcmjq">aqui</a></p>
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		<title>Era uma &#8220;Igreja&#8221; muito engraçada&#8230;</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/era-uma-casa-muito-engracada/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 01:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha esposa tem o dom de design de interiores e ama construção, e sempre quando passa aqueles programas que reformam casas, ela fica sintonizada na telinha. Tem um destes programas que se chama Lar doce Lar, que me chamou muito a atenção, pois eles colocaram como tema do quadro uma música de Vinícius de Moraes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha esposa tem o dom de design de interiores e ama construção, e sempre quando passa aqueles programas que reformam casas, ela fica sintonizada na telinha. Tem um destes programas que se chama Lar doce Lar, que me chamou muito a atenção, pois eles colocaram como tema do quadro uma música de Vinícius de Moraes, que diz assim:</p>
<p><em>“Era uma casa muito engraçada<br />
não tinha teto não tinha nada<br />
ninguém podia entrar nela não<br />
porque na casa não tinha chão<br />
ninguém podia dormir na rede<br />
porque na casa não tinha parede<br />
ninguém podia fazer xixi<br />
porque pinico não tinha ali</em></p>
<p><em>Mas era feita com muito esmero<br />
na rua dos bobos, número zero”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Um dia, comecei a prestar atenção nesta canção, que foi composta a tantos anos atrás, e se você tem mais de 30 anos se lembrará dela, pois foi cantada em programas na TV e rádios por todo país. Eu já não assisto mais filmes ou ouço músicas simplesmente por ouvir e com esta canção não foi diferente. Na letra, Vinícius de Moraes fala de uma casa que não tinha teto, não tinha nada, não tinha vaso no banheiro, nem paredes, e a parte mais interessante é que apesar de não ter nada dos componentes de uma casa, ela era identificada como uma casa, e mais, era bonita e vistosa, pois tinha sido feita com muito esmero e atenção aos detalhes. Ouvindo esta canção por um tempo, já que ela assiste a quase todos os programas comecei a pensar na instituição chamada igreja.</p>
<p>Comecei a fazer um paralelo sobre a casa e a “igreja” – Igreja instituição é claro pois estamos da mesma forma e tristemente ainda somos identificados como igreja, não temos teto, não oferecemos abrigo ao necessitado, sem teto não temos como receber uma instrução correta do alto e canalizar, nem um chão temos, nossa teologia esta cada dia mais confusa, coisas da pós-modernidade. Quando eu ainda estava nos EUA um amigo me disse “Eu me converti numa igreja Batista Pentecostal!”E eu insistia em dizer: Batista pentecostal? Mas isto não existe! Para mim ser Batista e ser pentecostal era duas coisa distintas e impossível de conceber, afinal fui criado num meio Batista (sic) e sei o tanto que eles rejeitam o pentecostalismo.</p>
<p>Para mim era como dizer que havia encontrado um óleo aguado, visto que óleo e água não se misturam. E ele meio irritado me dizia que existia sim, e depois que retornei ao Brasil eu pude ver a salada que há nas placas e nas doutrinas das igrejas aqui no Brasil(?), me perdoe Sérgio por minha falta de entendimento nesta questão, mas eu já estava fora do Brasil por muitos anos e a referência que eu tinha era diferente. Batista pentecostal, Assembléia de Deus Batista e não para por ai. A mim isto revela falta de raiz, me revela falta de fundamento, falta de identidade e revela os efeitos da pós modernidade. Conversando com um conhecido, pastor de uma igreja B&#8230;&#8230;. (?), ah! deixa para lá,  eu o perguntava sobre a visão do ministério dele, pois ele sempre exaltava algumas atitudes dos mais tradicionais e ou dos mais pentecostais e ele me respondeu sobre a “visão” dele: A minha visão é estar em paz com todas as denominações! Isto quando não dizia que tinha várias visões kkkkk. Talvez a “unção da Aranha” que apesar de ter normalmente oito olhos não tem uma boa visão. Ela simplesmente vê vultos pois a visão é turva.<br />
Com estas respostas ele só me confirmava sua falta de identidade e o quanto estava e ainda está perdido no ministério o que realmente é uma pena, pois tem muito talento. Sem chão, sem fundamento, sem raiz. Depois que entendi que Jesus veio estabelecer o reino de Deus me afastei das denominações, e sinceramente não gosto de nenhuma delas, pois só causam divisões, dissensões e o corpo de Cristo que fuja destes rótulos, pois é coisa de homens. E a canção continua dizendo que na tal casa ninguém podia dormir na rede, pois parede também não tinha e parede é algo usado para demarcar, para limitar, para proteger contra invasores externos.</p>
<p>Nos tempos de hoje os invasores entram pela porta com títulos de missionários, pastores, apóstolos, bispos, “serafins” e como dizia o meu professor de Homilética no seminário, “Surubins”. Um monte de pessoas com títulos dos mais diversos, vindo não se sabe de onde, endossados não se sabe por quem, simplesmente aparecem indicados por outro “pastor” e semeam tudo quanto é heresia no seio da igreja, mas é claro, ali não há paredes – qualquer um pode entrar.</p>
<p>Um detalhe sobre estes ditos pregadores que caem de pára-quedas na igreja local é que eles pregam doutrinas, pois não conhecem o reino, aliás poucos dentro das “igrejas” conhecem o reino de Deus.  Na tal casa cantada por Vinícius de Moraes não tinha nem vaso no banheiro, as mínimas necessidades humanas não eram atendidas, a tal casa não atendia ao propósito para a qual ela tinha sido “construída”, mas mesmo com todas estas debilidades ela era reconhecida como casa e era vistosa, construída com muito esmero.</p>
<p>Infelizmente temos muitas necessidades, muitas “igrejas” e o que era para ser a grande comissão tem se tornado a grande omissão. Não temos amparado ao necessitado, não temos dado de comer ao faminto e nem de beber ao sedento. Com certeza não somos salvos pelas obras, mas somos salvos para as obras.</p>
<p>Com tantas igrejas fora do foco os problemas só tendem a agravar. De que adianta “sermos”<br />
30 e tantos milhões e não fazermos a diferênça?<br />
Talvez devêssemos começar a cantar: Era uma igreja muito engraçada, não tinha teto não tinha nada &#8230;</p>
<p>Pr. Carlos Rizzon<br />
acoisaprincipal.blosgpot.com</p>
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		<title>Desigrejados, uni-vos!</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/desigrejados-uni-vos/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 02:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei este artigo no site Genizah Virtual achei muito interessante e resolvi postá-lo aqui no nosso site. Caso você dono do artigo não se sentir confortavel em ter o seu artigo portado aqui, por favor nos envie um email que o retiraremos num tempo oportúno.
Abraços e boa leitura.
Pr. Carlos Rizzon.
Ps. Se você é daqueles que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei este artigo no site <a title="Genizah Virtual" href="http://www.genizahvirtual.com/2009/06/desigrejados-uni-vos.html" target="_blank">Genizah Virtual</a> achei muito interessante e resolvi postá-lo aqui no nosso site. Caso você dono do artigo não se sentir confortavel em ter o seu artigo portado aqui, por favor nos envie um email que o retiraremos num tempo oportúno.</p>
<p>Abraços e boa leitura.</p>
<p>Pr. Carlos Rizzon.<br />
Ps. Se você é daqueles que não gosta de crítica ou apologética não siga o link para o Genizah.<br />
<strong></p>
<p></strong></p>
<p>Jesus<strong> peitou</strong> o sistema religioso de Sua época, mesmo sabendo o alto preço que teria que pagar por Seu atrevimento.<br />
<strong>Ele disse que faríamos obras ainda maiores.</strong> E por quê maiores? Quem somos nós para superarmos o nosso Mestre?</p>
<p>O fato é que, quando Jesus caminhou entre nós, o sistema religioso, por mais refinado que parecesse, ainda era rudimentar em comparação aos nossos dias.</p>
<p><strong>Hoje, se quisermos seguir os passos de Cristo</strong>, teremos que peitar uma verdadeira indústria religiosa, onde as pessoas são vistas, ora como produtos, ora como clientes, e ora como engrenagens.</p>
<p><strong>O que muitas vezes é chamado &#8220;discipulado&#8221;</strong>, nada mais é do que a produção de seguidores em série, soldadinhos de chumbo, réplicas perfeitas de seus mentores.</p>
<p><strong>Não foi isso que Jesus planejou</strong> quando recrutou Seus primeiros discípulos na Galiléia. Jamais foi Sua pretensão que a igreja se tornasse numa fábrica de lunáticos.</p>
<p>O discipulado autêntico é aquele que nos desafia a encarnar a mensagem de Cristo, tornando-nos agentes transformadores do Reino, inseridos numa sociedade corrompida. <strong>O verdadeiro discipulado é o que envia ovelhas para o meio dos lobos.</strong><strong><br />
</strong><br />
<strong>O mais importante não é encher a igreja</strong>, mas encher o Mundo com o conhecimento de Deus.</p>
<p>Enquanto quebramos <strong><em>maldições hereditárias</em></strong>, o abismo entre gerações se acentua, e assim, &#8216;maldições existenciais&#8217; se perpetuam.</p>
<p>Buscamos cura interior, enquanto lá fora, há chagas sociais que precisam cicatrizar, hemorragias que ainda não foram estancadas.</p>
<p><strong>Discutimos o sexo do anjos</strong>, enquanto pequenos anjos, abandonados nas ruas, são molestados diariamente por quem deveria protegê-los.</p>
<p>Reagimos violentamente contra leis que poderiam prejudicar a igreja, mas não nos importamos com leis que prejudicam os mais necessitados.</p>
<p><strong>Mania de coar mosquitos e engolir camelos!</strong><strong><br />
</strong><br />
- Limpem bem seus pés quando entrarem no templo para não estragar o carpete novo. Amém ou não amém? E não se esqueçam de se escrever em mais um congresso a ser realizado no hotel tal, por uma bagatela de 400 reais.</p>
<p><strong>Tornamo-nos uma caricatura da igreja de Jesus.</strong></p>
<p>Enquanto a sociedade se debruça sobre questões de primeira grandeza, voltamo-nos para nós mesmos, preocupados com questiúnculas.</p>
<p><strong>- Não podemos perder para os gays, não é verdade? Se eles reuniram três milhões em sua infame parada, vamos reunir o dobro em nossa marcha pra Jesus.</strong><strong><br />
</strong><br />
Grande coisa!</p>
<p>Ah se os crentes soubessem que muitos desses manifestos são apenas demonstrações de poder político!</p>
<p><strong>É por essas e outras que</strong>, a cada dia, cresce assustadoramente o número de desigrejados. Uma massa descontente com os rumos tomados pelas igrejas.</p>
<p><strong>Quando sairemos às ruas em favor do oprimido? </strong>Quando deixaremos de lado nossa postura arrogante e estenderemos as mãos aos necessitados?</p>
<p><strong>Enquanto mantivermos o dedo em riste</strong>, em espírito inquisitório, o mundo nos dará outro dedo.</p>
<p>Quando as igrejas deixarem de ser currais eleitorais, e se tornarem centros de cidadania; quando deixarem de se preocupar com o próprio umbigo, e voltar-se para fora, então a esperança triunfará. O dedo que antes apontava os erros, passará a indicar o caminho.</p>
<p><a title="Hermes Fernandes" href="http://hermesfernandes.blogspot.com/" target="_blank"> By Hermes Fernandes</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Música e Motivação</title>
		<link>http://www.igrejaurbana.org/musica-e-motivacao/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 17:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou daqueles que gostam de uma boa música desde Djavan, Ed Motta, Edu Luke, Claudio Zoli, Simoninha, Pedro Camargo Mariano, 4th Frontier do meu amigo, músico e produtor Eder Monteiro entre outras no nacional; No internacional gosto do Rock do Switchfoot, Planet Shakers  à Black Music americana entre outros ritmos. Mas o que me levou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1023" style="border: 1px solid black;" title="jby0183l" src="http://www.igrejaurbana.org/wp-content/uploads/2009/10/jby0183l2-277x300.jpg" alt="" width="277" height="300" />Sou daqueles que gostam de uma boa música desde Djavan, Ed Motta, Edu Luke, Claudio Zoli, Simoninha, Pedro Camargo Mariano, 4th Frontier do meu amigo, músico e produtor Eder Monteiro entre outras no nacional; No internacional gosto do Rock do Switchfoot, Planet Shakers  à Black Music americana entre outros ritmos. Mas o que me levou a escrever este artigo foi o fato de conhecer muitos músicos bons, entre cantores e instrumentistas e a maioria pendem para o Rock, nada contra, mas um mundo “gospel” feito só de rock seria muito complicado.</p>
<p>Mas deixe me narrar um fato que me aconteceu recentemente, estávamos eu e um amigo aguardando uma campainha na casa de um outro amigo que havíamos tocado, no cd player do carro estava rolando Al Jarreau que dispensa comentários, muito bom e quando de repente chega o irmão do nosso amigo o qual estávamos esperando, grande cantor e baterista – A música já tinha passado e começou um som tipo do Wilson Simoninha e estávamos lá “babando”com o som que a banda tirava, com o groove, quando de repente eu perguntei: Porque você não grava um cd com este tipo de música ? E ele logo respondeu: Este tipo de música é legal, mas não vende!&#8230;Desta vez eu deixei passar, pois é um assunto polêmico, e infelizmente muitos aprenderam isto dentro das próprias igrejas e sistemas eclesiástico onde impera a teologia da prosperidade, é raro encontrar uma que não enfatiza esta prática, a de se ter sucesso a qualquer custo.<br />
E comecei a pensar na mentalidade de prostituta que tomou conta de muitos, senão a maioria dos músicos Cristãos e porque não dizer pregadores e pastores ? A grande maioria não entende identidade, destino, propósito ou chamado e simplesmente segue a “unção” ou o som do momento. Se o “mover” é chuva ele começa a chover, se o “mover” é Rock então vamos todos fazer Rock.</p>
<p>Irmãos até quando vamos tratar o talento e ou chamado que Deus nos deu como fonte de renda? Nada contra o se ganhar dinheiro ou querer viver só de música, ter uma vida confortável e etc, mas vender o chamado que Deus tem para nós não está correto, simplesmente agimos como prostitutos, pois a prostituta faz o que faz não pelo prazer, mas somente pelo dinheiro.<br />
Isto me traz à mente o caso de Esaú e Jacó no livro de Genesis 25:29-34 quando no verso 32 Esaú chega cansado do campo e Jacó havia feito um guisado muito saboroso e Esaú pede a Jacó que o deixe comer um pouco do guisado e Jacó oferece uma faz um pedido à Esaú no verso 31 do capitulo 25 de Genesis “<em>Respondeu Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura” –</em>Esaú cheio de fome e de uma forma imediatista  respondeu, verso 32 “<em>Então replicou Esaú:  Eis que estou a ponto e morrer; logo, para que me servirá o direito de primogenitura?” </em>e a palavra de Deus nos mostra mais abaixo no verso 34 parte b do versículo a atitude de Esaú; <em>“Assim desprezou Esaú o seu direito de primogenitura.”</em></p>
<p>Irmãos apesar de este fato ter sido narrado na palavra de Deus bem no começo de tudo, lá no livro das Genesis ele é bem atual e hoje e ocupa todos os segmentos da sociedade e o pior ocupa o coração e as mentes do homens santos que um dia foram homens de pecado, muito bem colocado por Zeca Baleiro na canção Heavy Metal do Senhor, quantos músicos que antes estavam na igreja servindo e hoje se perderam pois deram um pulinho lá fora para tocar na noite e nunca mais conseguiram congregar ? Porque sempre pinta aquele trabalhinho bem no domingo e como dizem: <em>A grana é boa e a coisa esta preta pastor!</em></p>
<p>Infelizmente esta é a situação que vemos por ai<em> <span style="font-style: normal;">e o pior dentro da igreja local, aquela que foi colocada na terra para ser uma agência de Deus para implantação do seu Reino.</span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Penso que a grande maioria dos ditos “levitas”, aliás, termo erradamente usado nos dias de hoje, tem a motivação errada – Outro dia ouvi dizer de um rapaz que canta muito bem aqui na região onde vivo em Belo Horizonte, MG que quando perguntaram a ele: <em>Que tipo de som que você quer fazer? No que ele tristemente respondeu: Qualquer um que venda bastante!</em> Não precisa nem dizer para que por favor nem me dêem o cd dele! Nem ouvir eu ouço – Se for para fazer música simplesmente que venda, se esta é nossa motivação, melhor seria que fossemos trabalhar como músico na noite, porque ai pelo menos a sua motivação seria correta.</p>
<p><em>Há poucos meses atrás escrevi outro <a href="http://www.igrejaurbana.org/musica-secular-e-musica-nao-crista-2/" target="_blank">artigo</a></em><em> que nos leva a pensar sobre o que faz uma canção ser considerada evangélica e coloquei alguns pontos que julgo importante na busca por entendimento  para averiguar ou validar o que faz uma canção ser incluída nesta categoria, já que virou moda gravar CD gospel, ainda mais depois desta do nosso irmão, <em>“o som é legal mas não vende!”</em> . Resolvi complementar o artigo anterior, mas, gostaria de lhe fazer a pergunta: </em></p>
<p><em>O que faz uma canção ser considerada evangélica ou gospel? Seria o fato de ela ter uma letra que fale sobre Deus ou cite a Bíblia como fez Renato Russo na bela canção sobre o amor, baseada na carta de Paulo aos Coríntios 13:1, somente isto faz com que ela seja gospel/Evangélica ?<br />
Porque somente a música esta passiva de demonização quando feita por não “crente”?<br />
E os que jogam futebol, as novelas, malhação e etc são todos “crentes”?<br />
Será que todas as canções gravadas por professos “crentes” já é automaticamente gospel/Evangélica?</em></p>
<p><em>Uso a palavra crente entre aspas pois hoje a diferença entre um crente e um não crente já não é tão acentuada ou se é acentuada é pelo lado negativo, mais pilantra, tratante, enrolado, traíra, julgador, intolerante, preconceituoso. Estou para escrever um artigo sobre isto, de como averiguar se uma pessoa é Crente ou Cristão, o que autentica alguém ser chamado de Cristão. Aliás um pastor amigo meu diz que sua mãe contava que antigamente ao chegar numa mercearia ou as antigas “vendas” para comprar algo o crente muitas vezes mesmo sem dinheiro levava a mercadoria ao passo que hoje em dia se você é crente você é olhado com olhos de desconfiança, é tachado de pilantra, desonesto, mal pagador, enrolado e etc. Os donos de mercearia Saem correndo principalmente se dito o crente tem o título de pastor.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Mas o que exatamente faz uma canção ser Cristã ou não ? Analisando a palavra de Deus chegamos a um entendimento de que a motivação é o elemento chave! Senão um dos elementos chaves de toda validação e eu poderia citar aqui diversos textos sobre motivação dentro da palavra de Deus que nos mostra a pessoa ou atitude sendo aceita ou não por Deus simplesmente com base em motivação.</em></p>
<p>Por motivação incorreta Caim teve sua oferta rejeitada, a quem diga que era porque ele pegou qualquer oferta, acredite se quiser;<br />
Por motivação correta a Viúva pobre deu maior oferta que os outros que deram maiores quantidades (Marcos 12:43)<br />
Por motivação correta o Publicano recebeu justificação da parte de Deus, enquanto o Fariseu foi rejeitado (Lucas 18:09-14)<br />
Por motivação errada Esaú perdeu a benção de seu pai&#8230;”<em>De que me vale a primogenitura se estou morrendo de fome?</em> “ (Genesis 25:29-34)<br />
Por motivação errada Jó passou a provação que passou. É só ler o texto. Muitos pensam erradamente que Jó era dono de uma paciência enorme, na verdade ele era de uma prepotência e arrogância imensa.</p>
<p>Vejo que a Síndrome de Esaú tomou conta dos nossos líderes, dos nossos músicos, dos nossos “levitas” –<em> De que me vale o chamado se eu não tenho uma casa, carro e estou sempre duro?</em> (paráfrase minha) Como pode uma pessoa subir num palco de uma igreja local, aliás, erradamente chamado de altar, pois altar é o coração do convertido ao Senhor para ministrar? Digo palco pois altar é o coração daquele que nasceu de novo, pois no palco se faz SHOW, palavra inglesa que significa “Mostra”, ali eles mostram qual a motivação deles, fazem o show deles, ali uma grande parte dos nossos ministros mostra a unção de deus, isto mesmo “deus” Mamom – não é fácil para mim escrever isto, pois no meio dos crentes isto é julgamento, ainda que a maioria não sabe o que significa tal palavra, em 1 João 4:1 nos adverte a provar ou avaliar ou julgar se os espíritos procedem de Deus.</p>
<p>Infelizmente a maioria das pessoas pensa que a canção falar de coisas da Bíblia já faz que ela seja uma música gospel.<br />
Eu tenho um entendimento que o meu talento é uma oferta ao Senhor, o que faço o faço como ao Senhor <em>(Col. 3:23)</em> <em>&#8220;por que se o que faço o faço com interesse, com ganância, já não faço ao Senhor&#8221;</em> <em>(Hebreus 13:5)</em>.</p>
<p>Infelizmente este tipo de assunto não é falado em família, pois os pais quando o filho chega à idade de estudar eles “orientam”: &#8220;<em>Meu filho o homem vale o que tem, escolha uma profissão que dê mais dinheiro!&#8221;</em> Ensinam os filhos a terem uma mentalidade de prostituta e a trabalharem apenas pelo dinheiro. Mas e o projeto de Deus para a vida do rapaz ou da moça? Infelizmente as próprias igrejas também passam esta mentalidade de prostituta para os seus membros.<br />
Precisamos de uma reforma lingüística e redefinir algumas palavras, pois sucesso segundo o dicionário não tem o mesmo significado que sucesso na Bíblia e temos trazido para as igrejas estes verbetes mundanos que tem pervertido a mente das pessoas, hoje a maioria das igrejas estão elitizadas, vidro fumê nas portas, ar condicionado, o pastor na maioria das vezes se veste como um ET, só ele lá na frente de terno e gravata e a palavra nos diz que Davi era pastor, e sendo um pastor ele tinha cheiro de ovelha.<br />
Quantos pastores hoje abandonaram a igreja e o rebanho! Abandonaram sem sair da igreja. E tudo isto por causa do sucesso pois estamos vivendo um frenesi terrível com estas teologias duvidosas que tem assolado o rebanho de<br />
Deus e isto me faz lembrar a advertência de Jesus “Porventura achará fé na terra o filho do homem ? “ <em>(Lucas 18:8)</em>.<br />
Fé é convicção, muitos querem mistificar fé, mas fé é convicção! Se tenho convicção que Deus me deu o talento e me chamou para fazer algo então ele suprirá, mas se não tenho convicção do meu chamado eu tenho que correr atrás do dinheiro. Uma das decisões mais difíceis para mim e minha esposa foi retornar ao Brasil após quase 10 anos nos Estados Unidos; muitos me questionavam dizendo que eu já não tinha espaço no mercado de trabalho do Brasil, aliás já fazem quase dois anos e Deus tem suprido, outros não tinha fé suficiente para retornar ao país, mas todas as mensagens que eu escutava era como se Deus estivesse me empurrando para fora dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas concluindo este artigo quero dizer que tenho consciência do meu chamado, sei quem eu sou e o que tenho que fazer por isto não temo.<br />
Fé é convicção! Com certeza Cantar, pregar, trabalhar, tocar ou outra atividade qualquer visando somente o dinheiro não é correto. Na maioria das vezes fazemos o que fazemos por carências e expectativas seja ela financeira, de afirmação ou aceitação.<br />
Temos que realmente buscar renovar nossa mente para podermos entender qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para nossas vidas. (Romanos 12:1, 2)</p>
<p>Graças a Deus pelo Djavan, Dulú,Wilson Simoninha, Edú Luke entre outros que não se corromperam para trabalhar somente pelo dinheiro e nos abençoa com a música maravilhosa que fazem.</p>
<p>Quanto a estes cantores, pastores que fazem o que fazem somente visando dinheiro uma prostituta é mais digna, pois a motivação dela é correta e não usa o nome de Deus para tirar dinheiro de ninguém.<br />
<em>&#8220;Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas entram adiante de vós no reino de Deus.&#8221; Mt21:31b</em></p>
<p><em>“Se fazemos o que fazemos só por dinheiro as prostitutas são mais dígnas que nós”</em></p>
<p>Fiquem na paz.</p>
<p>Pr. Carlos Rizzon<br />
IGREJA URBANA<br />
<em> “Chamados para fora”</em></p>
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		<title>Crente Boca Suja.</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 20:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rizzon</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No domingo passado, ao falar sobre o desequilíbrio entre a verdade sem graça (legalismo) e a graça sem verdade (libertinagem), eu mencionei a tendência crescente entre muitos cristãos pós-modernos de soltar o verbo e liberar os palavrões como se fosse a coisa mais natural do mundo. Algumas pessoas me perguntaram se eu não estava caindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No domingo passado, ao falar sobre o desequilíbrio entre a verdade sem graça (legalismo) e a graça sem verdade (libertinagem), eu mencionei a tendência crescente entre muitos cristãos pós-modernos de soltar o verbo e liberar os palavrões como se fosse a coisa mais natural do mundo. Algumas pessoas me perguntaram se eu não estava caindo novamente no legalismo simplesmente por questionar isso. Vejamos.<br />Em primeiro lugar é preciso reconhecer que esta é uma questão mais complexa do muitos gostariam que fosse. Já conversei com várias pessoas sobre isso nos últimos anos e tenho a impressão de que muitos pensam que basta citar alguns versículos das Escrituras e assunto encerrado. Mas não é bem assim. O difícil é determinar quando uma palavra é torpe ou obscena uma vez que a linguagem é algo vivo e as palavras e seus significados mudam com o tempo. Algo que era considerado um palavrão nos dias de Jesus ou Paulo pode nem sequer ser utilizado hoje.<br />Sendo assim temos que lidar com questões sobre contexto, cultura, significado e eu entendo isso, não sou leigo no assunto e não estou tentando desprezar tais considerações.<br />Por outro lado, será que o valor de nossas palavras deveria ser determinado pelo meio em que vivemos? Se todos à nossa volta estão usando certas palavras, será que isso significa que nós devemos usá-las também?<br />Algumas pessoas dizem que o uso de palavrão se tornou natural em nossa cultura e que os únicos que ficam ofendidos são os “legalistas religiosos”. Realmente parece que cada vez mais pessoas estão usando palavrão como parte de seu vocabulário. Mas isso não torna o palavrão menos palavrão. De fato, as pessoas usam certas palavras justamente porque elas querem dizer algo para chocar, dar ênfase, ofender, etc. Ou seja, mesmo com o uso cada vez mais corriqueiro, certas palavras continuam sendo torpes e obscenas em nossa cultura.<br />O comediante americano George Carlin em seu show “Sete palavras que você nunca deve dizer na TV” demonstrou (mesmo que a contragosto) que há certas palavras que são inapropriadas. Bono que o diga. Por usar uma destas palavras na entrega do Globo de Ouro em 2003, ele criou problemas para a rede de TV norte-americana Fox.<br />Eu gosto da idéia de que se você não usaria uma determinada palavra numa conversa com sua mãe, numa reunião como igreja, numa entrevista de emprego ou para alguém que você acabou de conhecer, então essa palavra parece não ser apropriada para seu uso corriqueiro. Novamente, parece uma idéia simplista (e talvez seja), mas creio que é um começo.<br />Seria válido falar palavrão para se identificar com as pessoas que estamos tentando alcançar?<br />Eu me lembro de quando fazia visitas na antiga Casa de Detenção Carandirú em São Paulo. Os presos tinham um código de respeito para com os “crentes” que os visitavam. Não se falava palavrão perto deles. Percebi o mesmo com relação as prostitutas em alguns prostíbulos onde estive com os missionários do Projeto Toque. Quando alguma delas que não nos conhecia começava a baixar o nível das palavras, era logo censurada pelas companheiras. Fico imaginando o que essas pessoas pensariam ao ouvir um discípulo de Cristo falando as mesmas palavras que elas, apesar de usarem, reprovam. Será que elas veriam evidências de uma nova vida no falar deste discípulo?<br />Como eu disse em minha reflexão, precisamos rever nosso conceito de liberdade cristã. Para muitos, a nova versão de liberdade que eles estão aderindo é apenas uma revisão da velha escravidão que eles pensam ter deixado para trás.<br />Liberdade cristã não é liberdade para fazer o que quer que eu desejo. Liberdade cristã é liberdade para servir a Cristo e fazer o que Ele deseja. É liberdade para agradar a Deus. É liberdade no Espírito Santo. E o fruto do Espírito é amor, paz, bondade… domínio próprio.<br />Lutero colocou da seguinte forma em seu clássico texto Da Liberdade Cristã (1520): “Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém – pela fé. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos – pelo amor.”<br />Quando leio passagens como Efésios 2.1-5 e 4.22, 1 Pedro 4.3, Tito 3.3, dentre outras, há uma indicação clara de que nossa vida antes de Cristo era marcada por certas coisas que já não devem mais persistir uma vez que estamos ligados à Cristo. Os verbos usados – éramos, andávamos, vivíamos – indicam uma condição passada. Mas agora, diz a Bíblia, somos novas criaturas e devemos despir (despojar) a velha condição. Me parece estranho que seguidores de Cristo queiram continuar na condição passada, exibindo os mesmos maus hábitos e caindo nos mesmos erros.<br />É neste contexto do novo homem que Paulo fala aos Efésios (4.29): “Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe.” (ARA)<br />O dicionário Houaiss define TORPE como:<br />que contraria ou fere os bons costumes, a decência, a moral; que revela caráter vil; ignóbil, indecoroso, infame<br />que contém ou revela obscenidade; indecente<br />que causa repulsa; asqueroso, nojento<br />que apresenta mácula; sujo<br />Ou seja, mesmo considerando as mudanças do vocabulário com o decorrer dos tempos, uma palavra torpe hoje continua sendo torpe.<br />Algumas pessoas argumentam que xingar é ser transparente e honesto. Todavia, o próprio bom senso nos diz que não devemos ser transparentes em tudo exatamente. Ainda que não exista nada em nossa vida que esteja oculto aos olhos de Deus – não há áreas privadas diante de Deus – há todavia, áreas e coisas que fazemos que não deveriam se tornar públicas. Por exemplo, o exercício de nossas necessidades físicas. Ninguém que tenha um bom senso ira advogar que, em nome da transparência, deve-se abaixar as calças em público e se aliviar na frente de todos. Isso seria indecoroso na maioria das culturas e sociedades do nosso mundo hoje. Ou seja, a tal de transparência neste caso me parece mais uma desculpa para obscenidade do que algo sincero.<br />Todd Hunter, presidente do Curso Alpha certa vez disse: “Como um discípulo de Jesus usa sua linguagem? O amor deve ser o árbitro de todo o falar.”<br />Quando você manda alguém ir se f**** ou chama uma pessoa de filho da p***, você está demonstrando amor? Você consegue ver a atitude de Cristo nisso? Imagino que não. Não importa o quão transparente você diga que está sendo, a única coisa que sua atitude transparente está demonstrando é a ira e falta de domínio próprio.<br />Então ouço pessoas apontando outros pecados, dizendo que alguém não xinga, mas odeia de qualquer maneira. Ora, um pecado não justifica o outro. Deus nos chamou para uma nova vida, com novas atitudes e novos hábitos.<br />Creio que xingar é um mal hábito e como todo mal hábito deve ser desencorajado, procurando livrar-se dele em busca de novos hábitos. Gosto do Bono como artista. Lendo uma de suas entrevistas certa vez, achei curioso que ele mesmo considera o falar palavrão como um mal hábito que ele possui. Mesmo gostando de sua arte, não significa que eu deva gostar ou adquirir seus maus hábitos.<br />Jesus elevou os padrões para os seus seguidores, em vez de diminuí-los como muitos aderentes da graça barata parecem pensar que Ele tenha feito. Tiago nos chama para um viver comprometido com os pobres e oprimidos ao mesmo tempo em que nos mantemos incontaminados com o mundo – inclusive no falar (1.26-27). Uma simples leitura a carta de Tiago revela que ele tinha muito a dizer sobre o Cristianismo prático e o uso da língua.<br />Por tudo isso e mais um pouco, creio que os seguidores de Cristo devem evitar ao máximo o uso de linguagem torpe/obscena, especialmente em público.<br />Que Deus nos ajude a viver não no legalismo nem na libertinagem, mas na verdadeira liberdade no Espírito.<br />********<br />Arte: Svetlana Nikulina<br />Conheça o original <a href="http://www.sandrobaggio.com/2009/09/23/crente-boca-suja/">aqui</a>.</p>
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